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História

  Nos anos 70/80, um Grupo de Ingleses residentes no Concelho de Lagos, sensibilizados com a problemática da deficiência motora, e a constatação da existência de habitações precárias e deficitárias para as exigências que esta realidade comporta, formaram um grupo, liderado por uma senhora inglesa, a Sr.ª Dood, que se predispôs a alterar esta situação.
Devido a algumas dificuldades surgidas na procura de uma casa com as condições pretendidas, quer em termos de localização geográfica, quer mesmo em termos da acessibilidade, este grupo procurou o Rotary Club de Lagos, sugerindo a adesão ao grupo, visto este último estar bem enraizado na comunidade e poder usufruir dos seus conhecimentos sociais, tendo uma maior mobilidade Social.
Assim foi constituída uma Associação sem fins lucrativos, que na altura se chamava "Lar da Boa Vont

ade" Lar Cheshire, de Portugal, para dar alguma ligação à obra de Leonard Cheshire, podendo desta forma usufruir algum apoio técnico e/ou financeiro desta fundação internacional.
Em termos legais, a Associação Lares de Boa Vontade fica constituída em 15 de Outubro de 1981, em Lagos.
Constituída a instituição e dado corpo legal ao projecto, faltava o terreno e o projecto arq

uitectónico.

1pedra

O terreno foi cedido pela Câmara Municipal de Lagos, dois anos mais tarde, em 1983 e o projecto arquitectónico ficou à responsabilidade da arquitecta Francisca Balmore. O projecto foi feito a partir de visitas a Lares Cheshire em Inglaterra e adaptado ao terreno e ao modo de vida português.
Os Lares na Inglaterra são Lares para pessoas com deficiências motoras com um determinado grau de auto-suficiência que lhes permita desenvolver uma actividade profissional ou ainda ter uma vida social e cultural dentro dos padrões ditos normais da sociedade. Seriam os próprios residentes que geriam a Casa, recorrendo a voluntariado para as necessidades de saúde, de higiene (pessoal e do espaço físico) e alimentar.
A conservação e manutenção da casa era conseguida através de jantares e festas promovidas por um grupo de pessoas da comunidade.
O projecto arquitectónico aprovado em 1984 consistia na construção de uma estrutura com três pisos; na qual o R/C era destinado a oficinas, onde os residentes poderiam desenvolver as suas actividades profissionais; dentro do espaço existente quatro áreas eram contempladas: a contabilidade, tipografia, costura e repa­rações de electrodomésticos. O sucesso nestas áreas era fundamentado na procura destes serviços na comunidade.
O primeiro piso consistia numa área de serviços de apoio, nomeadamente o refeitório, ginásio, enfermaria. E o segundo andar a área residencial, onde cada residente teria o seu próprio quarto, e a partilha da casa de banho com mais uma pessoa que residiria no quarto ao lado.
Após o projecto aprovado, estava orçamentada uma quantia que a Associação não conseguiu superar na sua totalidade.
A capacidade de realizar fundos por parte da Associação era insuficiente, em função do custo global da obra.
Foi nessa altura que o Centro Regional de Segurança Social foi contactado para de alguma forma apoiar este projecto.
Na altura o Ministro do Emprego e Solidariedade estava a desactivar o Fundo Social de Desemprego. A deliberação do Governo foi: “em vez desse dinheiro reverter para a Fazenda Nacional irá reverter para Instituições Particulares de Solidariedade Social com capacidade e idoneidade para desenvolver projectos.”
A resposta veio do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social um comunicado de que no dia da Solidariedade Social a Associação Lar de Boa Vontade, juntamente com outras institui­ções semelhantes iria receber a quantia que lhe permitisse fazer face às despesas.
Infelizmente, e apesar de toda a publicidade que o acto do Governo teve nesse dia de atri­buição, esse dinheiro nunca chegou aos "cofres" da Associação.
E após a reestruturação ministerial essa atribuição nunca foi feita. Como esse dinheiro nunca chegou, a Associação teve que encontrar soluções, através de festas, jantares, almoços, feiras, pedi­tórios e outras acções para, de outra forma consegui-lo.
O dinheiro apenas deu para a construção da estrutura de cimento armado.
Passados 10 anos, dois organismos; o Centro Regional de Segurança Social do Algarve e o Instituto de Emprego e Formação Profissional entravam no processo, com o objectivo de terminar a obra porque a Associação não tinha capa­cidade para suportar os custos que a Casa de Santo Amaro exigia em termos de acabamentos e equipamentos. Em 1998, a obra estava concluída, mas não tinha equipamentos.
Alguns equipamentos, tais como cadeiras, camas, colchões, cortinados, etc., foram ofereci­dos pelo Hotel Continental de Lisboa, que estava a redecorar as suas instalações.
Tudo pronto, a Associação viu-se na obrigação moral para com a Segurança Social e para com a Comunidade que sempre apoiou o projecto, de abrir a Casa.
Os compromissos assumidos para com a Segurança Social, em colocar a Casa de Santo Amaro a funcionar de acordo com o seu projecto, levou a Segurança Social a contactar com o Cen­tro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos.
A ideia era a de a Associação Casa de Santo Amaro permanecer proprietária do edifício e durante um período de tempo que se determinou ser de 10 anos, ceder ao C.A.S.L.A.S. a Gestão do Projecto sendo da res­ponsabilidade dessa instituição equipar a casa, admitir o pessoal, gerir a admissão dos utentes.
A ideia foi levada a Faro, ao C.R.S.S.A., colocada a ideia perante o Presidente, que conside­rou uma óptima ideia, pois ele próprio também sentia que se estava a resvalar naquilo que tinha sido um projecto que eles próprios tinham estado envolvidos com uma elevada importância.
Neste momento estão duas Associações envolvidas no projecto, uma como proprietária, ou­tra como exploradora da ideia.
A Associação Casa de Santo Amaro, acompanha o desenvolvimento do projecto, acompanha o processo na parte de Gestão do Património, não na parte de Gestão diária do Projecto.
Por seu lado o Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos, acordou em informar a Associação Casa de Santo Amaro sobre o projecto e executá-lo da maneira como tinha sido inicialmente idealizado, com as variações impostas pela Segurança So­cial, porque são eles que financiam.
Neste momento e da ideia inicial há pequenas alterações; os quartos são para 2 pessoas e no R/C foi implantada uma Unidade de Reabilitação Profissional, a funcionar desde Julho 2001.
Esta casa foi habitada em 3 de Maio de 1999 e inaugurada a 7 de Maio de 1999 e fica situada na Av. da República em Lagos.

Destinatários

Pessoas com deficiência motora, moderada ou grave, com idades compreendidas entre os 16 e os 55 anos e que não reúnam condições para ingressar nos programas de formação e inserção profissional ou emprego.

Vagas: 15

Objectivo

Geral – Criar condições que permitam o desenvolvimento da pessoa com deficiência, aos níveis emocional, cognitivo e social, maximizando a autonomia e procurando o seu bem estar, com respeito às suas características especiais e necessidades, visando sempre uma melhor inclusão social.

Objectivos Específicos:

Promoção do desenvolvimento pessoal e social
Desenvolvimento das capacidades que permitam o exercício de pequenas tarefas produtivas ou de lazer
Desenvolvimento de competências de relacionamento interpessoal
Desenvolvimento de competências ao nível psicomotor

Actividades

- Expressão Plástica e Imagética

- Expressão Dramática e Corporal

- Jornal “Sobre Rodas”

- Saídas Socioculturais e Recreativas

- Festas Temáticas

- Época Balnear

- Actividades Lúdicas

- Desporto Adaptado